
Uma mensagem emocionante publicada por Emily Wright, cofundadora da doTERRA, ganhou contornos de despedida às vésperas da convenção da companhia. Após 18 anos de dedicação à empresa e à comunidade construída ao seu redor, Emily falou sobre saudade, gratidão e sobre continuar torcendo pelas pessoas “de um lugar diferente”, em uma publicação que sinaliza o encerramento de um importante ciclo e uma possível aposentadoria de sua atuação na doTERRA.
Existem despedidas que são anunciadas diretamente. Outras são percebidas nas palavras, nas lembranças escolhidas e, principalmente, na maneira como alguém fala sobre uma história que parece chegar ao fim de um ciclo.
Foi justamente esse sentimento que marcou uma recente publicação de Emily Wright, cofundadora da doTERRA.
Depois de 18 anos ligados à construção da companhia e à comunidade formada ao seu redor, Emily publicou uma longa e emocionante mensagem relembrando pessoas, encontros, viagens, abraços, dificuldades e conquistas vividas durante essa trajetória.
O texto tem um claro tom de despedida e sinaliza o encerramento de um importante capítulo profissional. A mensagem também aponta para uma possível aposentadoria de Emily de sua atuação na doTERRA. No entanto, é importante fazer uma distinção: no conteúdo compartilhado, Emily não utiliza diretamente a palavra “aposentadoria” nem apresenta detalhes formais sobre esse processo.
“Durante dezoito anos, entreguei todo o meu coração a algo em que acreditava. Mas, quando olho para trás, o que mais valorizo não é aquilo que conquistamos. São vocês. As pessoas”, escreveu.
A declaração ganha ainda mais significado quando Emily fala sobre sua relação atual com a comunidade que ajudou a construir:
“A vida está diferente agora, mas o meu amor por vocês não mudou. Minha gratidão também não.”
E uma das últimas frases da publicação reforça a percepção de despedida:
“Continuarei torcendo por vocês com todo o meu coração. Apenas de um lugar diferente desta vez.”
18 anos que acompanharam a construção da doTERRA
A história de Emily Wright está profundamente ligada à própria trajetória da doTERRA.
Fundada em 2008, nos Estados Unidos, a companhia cresceu internacionalmente a partir do mercado de óleos essenciais e da venda direta, formando ao longo dos anos uma grande comunidade de consumidores, distribuidores independentes, funcionários, produtores e parceiros.
Nesse processo, a doTERRA também desenvolveu iniciativas relacionadas às comunidades produtoras e projetos humanitários, fazendo com que sua presença alcançasse diferentes regiões do mundo.
Emily esteve ligada a essa história desde o começo.
Por isso, sua possível saída da vida ativa na companhia representa muito mais do que uma simples mudança profissional. Para milhares de pessoas que acompanharam sua trajetória, significa o encerramento de uma era.
Uma despedida centrada nas pessoas
Curiosamente, Emily não escolheu os resultados empresariais como protagonistas de sua retrospectiva.
Ela falou dos abraços nos corredores.
Das conversas profundas.
Das risadas e das lágrimas.
Das madrugadas, dos longos voos e daqueles momentos em que um simples olhar em uma sala cheia era suficiente para transmitir uma mensagem.
“Vocês me permitiram entrar em suas vidas, em suas famílias, em seus sonhos e, algumas vezes, em suas dores”, escreveu.
Às vésperas da convenção da doTERRA, todas essas memórias parecem ter adquirido um peso ainda maior.
Emily admite sentir profundamente a ausência dessa convivência.
“Meu coração dói porque sinto falta de vocês. Sinto muita, muita falta.”
“Eu entregaria tudo novamente”
Talvez a declaração mais poderosa de toda a publicação seja aquela em que Emily deixa claro que, mesmo conhecendo todo o peso emocional dessa trajetória, não escolheria viver de maneira diferente.
“Jamais olharei para aqueles anos desejando ter protegido mais o meu coração. Eu entregaria tudo novamente. Continuaria amando intensamente.”
É uma frase que ajuda a dimensionar o significado desses 18 anos.
A doTERRA cresceu, atravessou fronteiras e tornou-se uma marca internacional. Mas, na despedida de uma de suas cofundadoras, são justamente as experiências humanas que ocupam o centro da narrativa.
Emily fala sobre uma vida que agora está diferente e sobre continuar acompanhando e torcendo pela comunidade, ainda que “de um lugar diferente”.
Se essa nova fase representar de fato sua aposentadoria definitiva da atuação na doTERRA, será o fechamento de um dos capítulos mais importantes de sua vida profissional e também da história da própria companhia.
Sua publicação, porém, não parece querer transformar esse momento em uma história sobre cargos ou posições.
É uma carta para pessoas.
Uma declaração de gratidão por 18 anos de encontros e experiências.
E uma despedida que termina não olhando para aquilo que ficou para trás, mas pedindo que cada pessoa preserve aquilo que viveu.
Emily encerrou convidando aqueles que cruzaram seu caminho a compartilharem uma lembrança — uma conversa, um abraço, uma viagem ou um momento vivido juntos.
Depois de ajudar a construir uma companhia que alcançou diferentes partes do mundo, sua mensagem sugere que o legado que ela deseja guardar é muito mais simples:
as pessoas que encontrou pelo caminho.



