Nova Regra do Governo Lula Poderá Prejudicar Empresas de Energia Solar no MMN.

A mudança nas regras da ANEEL poderá reduzir em até 70% o valor da energia gerada por placas solares e poderá impactar diretamente empresas de Marketing Multinível como Igreen, Alexandria e Enerzee.

O segmento de energia no Marketing Multinível continua sendo promissor, mas está longe de ser simples. Distribuidores e líderes devem entender que não se trata só de vender produto ou serviço, mas de entrar num mercado complexo, regulado e politizado, e recentemente governo federal publicou, a Medida Provisória nº 1.300, que altera o marco legal do setor elétrico.

A proposta foi apresentada como uma modernização do sistema, mas acabou sendo apelidada por críticos como o “fim da placa solar”, já que cria uma nova estrutura tarifária que compromete a viabilidade da geração distribuída no país. Essa MP poderá impactar diretamente as operações das empresas que atuam no segmento de Energia no Multinível.

O que mudará, na prática?

Antes, quem instalava um sistema de geração própria — como painéis solares — recebia crédito integral pela energia injetada na rede. Se você gerava R$ 1,00 em energia, abatia R$ 1,00 da sua conta de luz.

Com a nova regra, passará a ser descontada a tarifa chamada Fio B, correspondente ao custo de uso da infraestrutura da rede elétrica. Esse desconto pode reduzir o valor do crédito para algo entre R$ 0,30 a R$ 0,40 por cada R$ 1,00 gerado.

Ou seja: o cliente investe o mesmo valor para instalar o sistema solar, mas o retorno é 40% menor. Isso muda completamente o discurso de venda baseado em “zerar a conta de luz”, especificamente nos serviços de vendas e alugueis de placas solares.

Impacto direto no Marketing Multinível

Empresas como Igreen, Alexandria, Enerzee e outras têm baseadas suas estratégias em soluções sustentáveis e economia na conta de energia. Com as novas regras, o apelo econômico perde força, tornando mais difícil fechar vendas e atrair novos distribuidores.

Além disso, a ANEEL passará a exigir análise prévia e aprovação para qualquer novo pedido de conexão, o que aumenta a burocracia, o tempo de implantação e pode até gerar atrasos que desmotivam distribuidores e clientes.

E como o modelo de MMN depende de velocidade, duplicação e previsibilidade, qualquer entrave regulatório vira um problema sistêmico.

Um setor nas mãos da política

Outro ponto que precisa ser discutido abertamente no MMN é que o setor de energia não é livre como muitos pensam. Ele é fortemente regulado, dependente de decisões políticas, lobby empresarial, instabilidade legislativa e interesses estatais.

Isso significa que, por mais que o produto seja bom, ele não está imune a riscos externos. Um governo com outra visão de sustentabilidade, ou que privilegie as grandes distribuidoras, pode simplesmente reduzir o espaço de crescimento das energias alternativas com uma canetada.

Quem entra por empolgação, pode sair por frustração. Quem entra com visão estratégica, pode ainda construir algo sólido — mas com consciência total dos riscos e das mudanças de cenário.

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